Cirurgia de Implante

Relatório da Cirurgia de Implantes

Maria Gabriela M. do Nascimento 7ºsemestre

Paciente: A. B. 52 anos Gênero Masculino 

Planejamento- serão realizados 6 implantes na mandíbula para substituição dos elementos 34, 35, 47 (implantes isolados) e 41,43 e 45 (para uma prótese de 5 elementos sendo que os 42 e 44 serão pônticos da prótese sobre implantes). Além disso, os elementos 31, 32 e 33 possuem coroas fixas que serão posteriormente substituídas por novas próteses para aumento da dimensão vertical do paciente.

A cirurgiã e o auxiliar primeiramente realizaram a lavagem cirúrgica asséptica das mãos punhos e antebraços para darem início à paramentação (touca, máscara, avental e luvas estéreis). O campo foi colocado sobre a mesa cirúrgica onde foi disposto todo o instrumental: seringa carpule, agulhas, anestésico (cloridrato de mepivacaína a 2% com corbadrina), cubeta metálica, cabo e lâmina 15c de bisturi, sindesmótomo, descolador, afastadores, régua milimetrada, dappen de metal (para acomodação do osso coletado pelo sugador e posterior enxerto), espelho clínico, kit implante, pinça Kelly e Backaus, curetas, entre outros. Na mesa auxiliar estava disposto o motor do implante com entrada para soro.

O paciente foi medicado com Cloxazolan 2mg 1 hora antes do procedimento (fármaco que promove relaxamento muscular produzindo alívio em situações de ansiedade e medo). Foi feita anti-sepsia intra e extra-oral com clorexidina a 2%, colocou-se o campo estéril sobre o paciente e deu-se início a anestesia infiltrativa por vestibular e lingual lado direito (foram usados 3 tubetes). Foi feita a incisão com bisturi sobre o rebordo alveolar seguida do descolamento muco-periosteal com sindesmótomo e descolador. Introduziu-se o guia cirúrgico de acetato para se iniciarem as perfurações na seguinte ordem: broca lança (nos dá o ponto de eleição), fresa 2 (nos dá a profundidade, direção e angulação – medir com o profundímetro) , colocaram os paralelizadores em posição para verificação do paralelismo entre as perfurações, passaram para a fresa 2 para 3 ( que inicia o alargamento ) e por fim, usou-se a fresa 3 que dá o diâmetro final (para o implante de 3.75). 

Para colocação dos implantes foi usada a catraca ,o montador e o torquímetro  (o ideal é que a medição seja de 35 a 60N/cm³).

As profundidades realizadas foram de 10mm para o elemento 45 e 47 e de 13 mm para o 43 e o 41 sendo todos com 3.75 mm de diâmetro. Os torques foram de: 70N/cm³ nos elementos 43, 45 e 47 e de 65N/cm³ no 41.

Os covers, antes de serem colocados, foram passados em pomada de neomicina para evitar que eles não saiam daqui há 4 meses. Prosseguiu-se então para os enxertos ósseos autógenos em toda a região, pois a mesma apresentava grande depressão óssea (foi feito um colchoeiro com fio de seda 3.0 e posteriores suturas).

Todos os passos foram repetidos para o lado esquerdo sendo que as perfurações dos elementos 34 e 35 foram de 10 mm de profundidade com 3.75mm de diâmetro.

2 ideias sobre “Cirurgia de Implante

  1. DR Rafael

    gostaria de saber se a corbadrina e a epinefrina são semelhantes

    obrigada

    maria luiza

  2. Corbadrina é sinônimo de levonordefrina ou Neo-Cobefin

    Possui atividade farmacológica muito similar a da epinefrina, mas é mais estável. Em concentrações iguais, a corbadrina é menos potente que a epinefrina no aumento da pressão sanguínea e como vasoconstritor. A corbadrina possui 1/6 (15%) da eficácia da epinefrina, por esta razão, a corbadrina é usada em uma diluição menor (1:20.000). A corbadrina usada em uma diluição de 1:20.000 apresenta o mesmo efeito na atividade clínica dos anestésicos com epinefrina a 1:50.000 ou 1:100.000.

    Os mesmos efeitos adversos esperados para a epinefrina, são também esperados para a corbadrina, mas em menor grau.

    Veja maiores detalhes na bula do Mepi-Levo
    http://www.dfl.com.br/bulas/Mepi-Levo-Bula-PEI-Rev2.pdf

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