Enxertos ósseos autógenos de áreas doadoras intrabucais em Implantodontia

Lacerda, MP*, Oliveira, VMO**, Moscatiello, RM***

*Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia **Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia *** Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo webmaster@implantodontia.blog.br

Segundo Misch, a morfologia de um defeito ósseo é uma consideração importante na seleção de um método de aumento do rebordo para Implantodontia. A enxertia com osso autólogo continua sendo o padrão ideal no reparo da atrofia alveolar e dos defeitos ósseos. O uso dos enxertos de osso autógeno com em Implantodontia foi discutido originalmente por Branemark et al e é agora um procedimento bem aceito na reabilitação bucal e maxilofacial. No reparo dos defeitos alveolares mais localizados, o enxerto ósseo da maxila e da mandíbula oferece vários benefícios. Uma vantagem óbvia dos enxertos locais é o seu conveniente acesso cirúrgico. A proximidade do local doador com o receptor pode reduzir o tempo de operação e de anestesia, tornando-se ideal para a cirurgia para o implante no ambulatório.

Áreas doadoras de osso da Mandíbula mais comuns, para enxerto osseo autógeno.

Áreas doadoras de osso da Mandíbula mais comuns, para enxerto osseo autógeno.

Os enxertos ósseos intrabucais foram usados no reparo alveolar para permitir a inserção do implante com resultados extremamente favoráveis. Os enxertos em bloco podem ser coletados da sínfise mandibular, do corpo mandibular ou da área do ramo mandibular. Quantidades menores de osso e autoenxerto particulado podem ser coletadas da tuberosidade maxilar, zigoma, tori extra-ósseos, osteoplastia do rebordo residual, local da exodontia, osteotomia para o implante e dispositivos de coleção óssea. É prudente considerar um local doador extrabucal para o enxerto dos defeitos alveolares que cobrem uma extensão de mais de quatro dentes.

O uso do enxerto ósseo autógeno continua sendo padrão ideal em Implantodontia por oferecer  inúmeras vantagens e muitos benefícios para o paciente  que deseja realizar tratamento com Implantodontia, que necessitam de quantidade considerável de osso para o correto posicionamento biomecânico do conjunto implante/ conector/prótese.

Princípios do Levantamento de Seio Maxilar para Implantodontia

Oliveira, VMO*, Lacerda, MP **, Moscatiello, RM***

*Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia **Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia  *** Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo webmaster@implantodontia.blog.br

Um dos procedimentos de enxerto mais rotineiros em Implantodontia é o Levantamento do assoalho de seio maxilar. As frequêntes reabsorções ósseas conhecidas como pneumatização do seio maxilar podem dificultar as intervenções da Implantodontia. O seio maxilar o maior dos seios paranasais e é cercado por seis paredes ósseas. A parede anterior consiste de osso fino e compacto sobre o ápice dos caninos e pode estender-se até a borda piriforme lateral do nariz. Os vasos sanguíneos e os nervos localizam-se diretamente sobre o osso e dentro da mucosa sinusal.

Os mais notáveis destes tratamentos são: enxerto sinusal para aumentar a altura óssea disponível, abordagens cirúrgicas modificadas de acordo com a densidade óssea e aplicação de carga óssea progressiva durante a fase protética de reconstrução. A região posterior da maxila representa a área mais previsível para os procedimentos de enxerto ósseo sintético. No entanto, discute-se que um pré-requisito básico para o sucesso dos tratamentos com Implantodontia associados a estes procedimentos é a presença de dentes anteriores naturais saudáveis.

O procedimento de enxerto sinusal para Implantodontia pode ser classificado como uma cirurgia da Classe II ou limpa/contaminada. A incidência de infecção em tais procedimentos é de aproximadamente 10 a 15%, mas pode ser reduzida a 1% com o uso de técnica aprimorada e de antibióticos profiláticos.

A) Movimentação da membrana B) Instalação de implante C) Preenchimento da cavidade com enxerto osseo

Levantamento de Seio Maxilar para Implantodontia. Sequência: A) Movimentação da membrana B) Instalação de implante C) Preenchimento da cavidade com enxerto osseo

Existem 2 técnicas cirúrgicas, a primeira opção de tratamento da região posterior da maxila, corresponde a 12 mm ou mais de altura óssea disponível, a segunda opção subantral, é o levantamento sinusal e a inserção simultânea do implante; ela é selecionada quando o osso disponível tiver 0 a 2 mm a menos de comprimento para o implante ideal.

O objetivo da cirurgia de levantamento sinusal para Implantodontia é aumentar a altura óssea vertical em até 2 mm e usar o acesso da osteotomia para o implante por um mínimo de 12 mm no osso D2, e 14 mm no osso D4.

O método primário de avaliação do enxerto sinusal a longo prazo tem sido a sobrevida do implante nestas regiões. O relato da literatura apresentam índices de sucesso extremamente altos para todos os materiais estudados. A região posterior da maxila pode exibir um índice de sobrevida tão bom quanto qualquer região da boca, quando um tratamento adequado é planejado e concluído.

MISCH, C.E. Implantes Dentários Contemporâneos. 2ª Ed., São Paulo: Ed. Santos, cap. 30, 2000

Princípios das Próteses Cimentadas na Implantodontia

PELOSINI, MFSH*;  Moscatiello, RM**

*Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia  ** Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo webmaster@implantodontia.blog.br

O critério de sucesso em Implantodontia para o posicionamento espacial correto da fixação depende de um planejamento adequado que leve em consideração vários fatores como por exemplo angulação mesio-distal, vestíbulo-lingual, perpendicularidade ao plano oclusal ou sua  angulação, profundidade do sulco, área de superfície do implante compatível com a carga recebida, qualidade, quantidade e contorno do tecido mole, materiais oclusais e harmonia estética. Em Implantodontia o planejamento protético cirúrgico de cada caso deve prever se a prótese sobre implante será aparafusada ou cimentada.

Quando as próteses parafusadas ficam frouxas ( o que não é raro) pode gerar uma sobrecarga para o pilar protético, causando perda óssea e/ou fratura do implante, mas é facilmente removida pelo C-D que pode reapertar o componente e aparafusar a prótese.  Quando a prótese cimentada se desprende do componente é facilmente recimentada, porém se o pilar protético ficar frouxo pode ser necessário destruir a prótese para o reaperto.

Planejamento em Implantodontia

Vantagens das próteses implanto-suportadas cimentadas:

  • Tem um modelo passivo
  • Carga axial reduzida
  • Estética e higiene facilitada
  • Reduz as fraturas do material oclusal
  • Melhor acesso principalmente para implantes de dentes posteriores
  • Menor fadiga por não ter partes diminutas
  • Carga progressiva facilitada
  • Melhor vedação dos microespaços do pilar
  • Custo e tempo reduzido

Vantagens das próteses retidas por parafusos:

  • Retenção mais discreta do pilar
  • Melhor momento de forças
  • Ausência de cimento no sulco que pode irritar tecidos circunjacentes

Para reduzir as complicações em Implantodontia se faz necessária uma reabilitação bucal completa; o pilar protético deve seguir as normas de conicidade, área de superfície, altura, aspereza da superfície, resistência; eixo de inserção ligeiramente angulado.

O preparo do pilar pode ser feito de forma direta pelo Implantodontista ou indireta pelo TPD. A vantagem de se fazer um abutment direto é que pode ser feita uma prótese fixa e iniciar o carregamento progressivo do osso na primeira consulta ou até a aplicação de carga imediata. As vantagens de se fazer um abutment indireto são as exigências da moldagem são menores porque bolhas ou lacunas pequenas não afetam a transferência, melhor acabamento, menor tempo de cadeira. Pode-se utilizar um kit de seleção protética para Implantodontia(ideal) ou até deixar que o laboratório escolha o componente certo para o pilar e pode-se confeccionar a prótese provisória sobre o modelo, uma estrutura pode ser confeccionada diretamente no abutment do implante, permitindo o ajuste mais preciso da margem e o tempo na cadeira é diminuído pois os preparos, o trabalho metálico e os provisórios são confeccionados pelo laboratório.

Misch CE 2006 Princípios das Próteses sobre Implantes Cimentadas. Implantes Dentários Contemporâneos 2ª Edição Ed. Santos São Paulo 549-74

Cirurgia de Implante

Relatório da Cirurgia de Implantes

Maria Gabriela M. do Nascimento 7ºsemestre

Paciente: A. B. 52 anos Gênero Masculino 

Planejamento- serão realizados 6 implantes na mandíbula para substituição dos elementos 34, 35, 47 (implantes isolados) e 41,43 e 45 (para uma prótese de 5 elementos sendo que os 42 e 44 serão pônticos da prótese sobre implantes). Além disso, os elementos 31, 32 e 33 possuem coroas fixas que serão posteriormente substituídas por novas próteses para aumento da dimensão vertical do paciente.

A cirurgiã e o auxiliar primeiramente realizaram a lavagem cirúrgica asséptica das mãos punhos e antebraços para darem início à paramentação (touca, máscara, avental e luvas estéreis). O campo foi colocado sobre a mesa cirúrgica onde foi disposto todo o instrumental: seringa carpule, agulhas, anestésico (cloridrato de mepivacaína a 2% com corbadrina), cubeta metálica, cabo e lâmina 15c de bisturi, sindesmótomo, descolador, afastadores, régua milimetrada, dappen de metal (para acomodação do osso coletado pelo sugador e posterior enxerto), espelho clínico, kit implante, pinça Kelly e Backaus, curetas, entre outros. Na mesa auxiliar estava disposto o motor do implante com entrada para soro.

O paciente foi medicado com Cloxazolan 2mg 1 hora antes do procedimento (fármaco que promove relaxamento muscular produzindo alívio em situações de ansiedade e medo). Foi feita anti-sepsia intra e extra-oral com clorexidina a 2%, colocou-se o campo estéril sobre o paciente e deu-se início a anestesia infiltrativa por vestibular e lingual lado direito (foram usados 3 tubetes). Foi feita a incisão com bisturi sobre o rebordo alveolar seguida do descolamento muco-periosteal com sindesmótomo e descolador. Introduziu-se o guia cirúrgico de acetato para se iniciarem as perfurações na seguinte ordem: broca lança (nos dá o ponto de eleição), fresa 2 (nos dá a profundidade, direção e angulação – medir com o profundímetro) , colocaram os paralelizadores em posição para verificação do paralelismo entre as perfurações, passaram para a fresa 2 para 3 ( que inicia o alargamento ) e por fim, usou-se a fresa 3 que dá o diâmetro final (para o implante de 3.75). 

Para colocação dos implantes foi usada a catraca ,o montador e o torquímetro  (o ideal é que a medição seja de 35 a 60N/cm³).

As profundidades realizadas foram de 10mm para o elemento 45 e 47 e de 13 mm para o 43 e o 41 sendo todos com 3.75 mm de diâmetro. Os torques foram de: 70N/cm³ nos elementos 43, 45 e 47 e de 65N/cm³ no 41.

Os covers, antes de serem colocados, foram passados em pomada de neomicina para evitar que eles não saiam daqui há 4 meses. Prosseguiu-se então para os enxertos ósseos autógenos em toda a região, pois a mesma apresentava grande depressão óssea (foi feito um colchoeiro com fio de seda 3.0 e posteriores suturas).

Todos os passos foram repetidos para o lado esquerdo sendo que as perfurações dos elementos 34 e 35 foram de 10 mm de profundidade com 3.75mm de diâmetro.

Implantes Dentários Contemporâneos

implantes dentários contemporâneosCapítulos do livro e respectivos estagiários de Implantodontia responsáveis pelo resumo

Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos 2006 São Paulo Santos 685p, 2a. Ed. 

PARTE I: Diagnóstico e Plano de Tratamento
3. A Escala de Qualidade do Implante / Resumo Raphael Veloso de Oliveira
4. Avaliação Médica do Paciente Candidato a Implante / Resumo Rodridgo de Souza Guilherme
5. Opções Protéticas na Implantodontia / Resumo Lucas Donega Capecce
14. Plano de Tratamento para Região Posterior Edêntula / Resumo Melissa Randazzo

PARTE II Ciência Fundamental
15. Anatomia Aplicada aos Implantes Dentários / Resumo Simone Pires Macedo
17. Fisiologia e Metabolismo Ósseos / Resumo Gabriela Teixeira Chalaupka
19. Considerações Farmacológicas em Implantodontia / Resumo Marina Dias de Francesco
20. Biomateriais Utilizados em Implantes Dentários / Resumo Frederico Fasano Cocca

PARTE III Cirurgia para o Implante
24. Cirurgia para Implante com Forma Radicular na Mandíbula Edêntula: Estágio I da Inserção do Implante / Resumo  Michelly Miniel
26. Cirurgia do Segundo Estágio: Abertura e Tratamento das Complicações Inerentes à Cicatrização / Resumo Thais A. Siqueira
27. Implantes Dentários Unitários / Resumo Adriana de Pieri
29. Aumento Osso para a Inserção do Implante: Soluções para o Enxerto Ósseo / Resumo Pedro Ladogano
30. Cirurgia para Levantamento do Seio Maxilar e Enxerto Sinusal / Resumo Kelrin Cortes Ferraz
31. Enxertos Ósseos Autógenos de Áreas Doadoras Intrabucais em Implantodontia / Resumo Ragna Rodrigues de Assis
32. Considerações sobre o Implante na Pré-maxila: Plano de Tratamento e Cirúrgia / Resumo Cristina Bo Lam Lee
33. Doação de enxertos ósseos autógenos extra-orais para implantes endo-ósseos Resumo Fernanda Aleixo de Souza
34. Enxerto Ósseo e Manutenção do Osso / Resumo Fernando de Carvalho Cerqueira

PARTE IV Prótese sobre Implante e Manutenção
35. Princípios das Próteses sobre Implantes, Cimentadas / Resumo Amanda Monteiro
36. Princípios da Prótese Parafusada / Resumo Ricardo Naves Moraes
37. Carregamento Progressivo do Osso / Resumo Viviani Amaral Cerio Mendes
38. Considerações sobre a Oclusão das Próteses Implantossuportadas: Oclusão Protetora do Implante e Materiais Oclusais / Resumo Marlene Serrano
39. Prótese Total Maxilar Oposta a uma Prótese Implantossuportada: Aumento com Hidroxiapatria e Conceitos Oclusais Modificados / Resumo Pedro Paulo Parenti Sousa Lima
40. Manutenção dos Implantes Dentários / Resumo Maria Gabriela M Nascimento

Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos 2006 São Paulo Santos 685p, 2a. Ed.

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Estagiários de Implantodontia

Os estagiários dos cursos de Pós Graduação em Implantodontia realizarão trabalhos na forma de painel digital que serão publicados no site. Os temas já foram distribuidos e a data de entrega da primeira parte definida. Todos devem entregar o resumo de seu capítulo na segunda-feira dia 09/03/2009 ou na quarta feira dia 11/03/2009 de acordo com o dia do estágio.

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