Carga imediata na Implantodontia

Técnicas de carga imediata para reabilitações orais implantosuportadas

Monografia apresentada ao Departamento de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, para obtenção do Título de Especialista pelo Curso de Pós-Graduação em Implantodontia. São Paulo 2009.

Autor: Rafael Muglia Moscatiello
Orientador: Prof. Daldy Endo Marques
Co-orientadores: Profª. Drª Vitoria A. M. Moscatiello, Prof. Dr. Rafael Andrade Moscatiello

Resumo: A reabilitação com implantes osseointegrados pela técnica de Brånemark é uma filosofia de tratamento com alto índice de sucesso, e vem sendo documentada por quatro décadas. A introdução do conceito “osseointegração” trouxe, sem dúvida, grandes modificações à comunidade científica. Um dos princípios que parecia imutável, quando se fundamentaram as bases da osseointegração; este conceito estabelecia que os implantes devessem permanecer submersos abaixo das mucosas, e, livres de todos os tipos de carga, até completar-se a osseointegração. Atualmente se aceita, não apenas que os implantes fiquem expostos ao meio bucal, como também que estejam sujeitos a cargas funcionais, não afetando dessa forma, a osseointegração. São quatro os conceitos de implante, cientificamente reconhecidos: implantes em fase cirúrgica, implantes de transição ou temporários, implantes de carga imediata e Implantes com carga rápida ou de médio tempo. “Carga imediata não é sinônimo de tratamento imediato”. É o efeito biofísico de submeter um ou vários implantes às cargas mastigatórias funcionais, nas primeiras 24 horas de sua inserção. Os fundamentos biológicos da carga imediata encontram-se diretamente relacionados com o controle dos micromovimentos, os quais dependerão da fixação primária obtida e essa, por sua vez, da quantidade e qualidade do tecido ósseo O interesse desse conceito em implantes para a fixação de próteses tem aumentado muito nestes últimos 5 anos. Muitos autores têm comentado que os resultados de sua aplicação dependem de vários fatores como o número e o comprimento dos implantes, a densidade óssea e os hábitos do paciente. Sua indicação não pode ser generalizada em todos os casos clínicos, uma vez que necessitam responder a um protocolo que tenha como base um profundo conhecimento biológico, um diagnóstico correto e um plano racional de tratamento que avalie a biomecânica da prótese implanto-suportada indicada. O propósito desta revisão da literatura foi verificar a efetividade da técnica de carga imediata nas diversas alternativas de reabilitações protéticas cirúrgicas utilizadas atualmente e suas principais vantagens. Pode-se concluir que a reabilitação protética com implantes em carga imediata é efetiva consagrando-se pelo sucesso dos tratamentos. Suas vantagens estão relacionadas à manutenção da estética, a redução do tempo do tratamento eliminando o período de espera simplificando o procedimento. Dessa forma custos são reduzidos com maior satisfação do paciente tornando-se uma poderosa ferramenta de marketing profissional.

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Técnica All On Four

AUTORES: Tally Karlik Orel e Marília S. S. Morimoto.
CO-AUTORES: Rafael Andrade Moscatiello (orientador), Daldy Endo Marques e Dalva Maria Rocha.

O desenvolvimento de protocolos para carga imediata em mandíbulas e maxilas edêntulas vem sendo modificado. Ao invés do uso clássico de múltiplos implantes, os quais são submergidos e incluídos dentro de próteses implanto-suportadas, está se optando pela utilização de poucos implantes, com carga imediata(1,2,3). Esta mudança deve-se a estudos clínicos que demonstraram que com o uso de quatro implantes instalados em locais estratégicos sendo dois anteriores e dois posteriores, obteve-se alta taxa de sucesso(4,5).

Demonstra-se então o desenvolvimento do conceito de “All on Four”, apresentando casos clínicos realizados na literatura. Com isto, pretende-se encorajar dentistas para oferecer esta técnica a seus pacientes, que é simples e que possui grande relação custo-benefício.

A preparação do leito na maxila, deve-se iniciar a aproximadamente 4mm da parede anterior do seio maxilar portanto o mesmo deve ser identificado e explorado. Com o auxilio da guia “All on Four”, é possível realizar um posicionamento previsível e ideal dos implantes inclinando-os ao máximo 45º para reduzir o cantilever.

Realizou-se a colocação da guia “All on Four” na osteotomia da linha média, iniciando-se a perfuração com uma inclinação máxima de 45º. É importante identificar o orifício mentual e a saída do nervo dentário inferior. A posição final do implante deve ser à frente do orifício. A Fig. 4, mostra implantes instalados na região de mandibula edêntula.

O alto índice de sucesso de implantes e próteses implanto-suportadas com a técnica “All on Four” em pacientes edêntulos demonstra que o conceito é viável, podendo ser aplicado na prática diária de implantodontistas.

1.Ericsson I, Randow K, Nilner K, Peterson A. Early functional loading of Brånemark dental implants: 5-year clinical follow-up study. Clin Implant Dent Relat Res 2000; 2:70-77.

2.Chow J, Hui E, Liu J, et al. The Hong Kong Bridge protocol. Immediate loading of mandibular Brånemark fixtures using a fixed provisional prosthesis: preliminary results. Clin Implant Dent Relat Res 2001; 3:166-174.

3.Balshi TJ, Wolfinger GJ. Teeth in a day. Implant Dent 2001; 10:231-233.

4.Duyck J, Van Oosterwyck H, Vander Sloten J, De Cooman M, Puers R, Naert I. Magnitude and distribution of occlusal forces on oral implants supporting fixed prostheses: an in vivo study. Clin Oral Implants Res 2000; 11:465-475.

5.Krekmanov L, Kahn M, Rangert B, Lindstrom H. Tilting of posterior mandibular and maxillary implants of improved prosthesis support. Int J Oral Maxillofac Implants 2000; 15:405-414.

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Implantes Cone Morse

AUTORES: Danielle Yasmin de Moraes e Renata de Paula Machado Rebuffo
CO-AUTORES: Rafael A. Moscatiello (orientador), Daldy Marques, Dalva Rocha e Vitoria A. M. Moscatiello

 O “Cone Morse” consiste numa estrutura composta por um cone fêmea e um cone macho. Pelo atrito existente entre essas duas superfícies e uma pressão existente por meio da força de inserção ocorre a fixação desses dois componentes, que permanecem unidos mesmo quando essa força de inserção cessa (1). O mesmo pode acontecer quando dois copos cônicos encaixam-se um no outro.

Apresenta ótima estabilidade primária podendo ser utilizado tanto em implantes de carga mediata, quanto imediata. Tem formato levemente cônico, sendo sua técnica de aplicação considerada simples, executada em um ou dois estágios (2). Para melhor resolução protética preconiza-se a instalação do implante “Cone Morse” 2mm infra-ósseo, tanto em osso do tipo cortical como medular (3). A união implante-componente apresenta ausência de “gap”; encaixe impermeável (4), com vedação do tráfego bacteriano que reflete em melhor saúde periodontal (5), além de um rígido travamento do componente protético. Tudo isso contribui com a longevidade da prótese não havendo afrouxamento do componente, promovendo uma fixação anti-rotacional estável, alta resistência mecânica interface protética única, independente do diâmetro do implante. Por todos esses motivos, o implante do tipo “Cone Morse” é considerado a melhor alternativa para regiões estéticas (3). 

O “Cone Morse” é oriundo da indústria mecânica e vem sendo utilizado pela Implantodontia. Apresenta uma retenção vantajosa, que distribui melhor as forças nas paredes internas do implante e o gradiente de tensão na área cervical, também é transmitido ao osso, de forma mais adequada. Possui componentes de fácil manuseio de transferência e replicação. Porém, seu custo relativamente alto, exige um planejamento cirúrgico-protético extremamente criterioso. Apesar de algumas desvantagens, quando bem indicado é um excelente recurso terapêutico (2).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Lima CI. “Cone Morse”: uma alternativa nas reabilitações sobre implantes. Jornal Odonto Nordeste 2008;1:4-13.
Moscatiello AR, Marques ED, Rocha MD. “Cone Morse” [apostilado]. São Paulo: Universidade Paulista (UNIP); Curso de Atualização em Implantodontia; 2008
3. Neodent [catálogo de produtos]. Titamax CM: pag12 Curitiba; 2008.; 135p.
4. Implantes “Cone Morse” [home page na internet]. Curitiba
http://www.neodent.com.br/index.php?cod=2&mod=cHJvZHV0b3NfZGV0YWxoZQ
5. Implantes “Cone Morse” [home page na internet].Conexão Sitema de Próteses
http://www.conexaomaster.com.br/implantes.html

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Implantes Curtos

Uso de implantes curtos na Clínica do Curso de Especialização em Implantodontia da UNIP

Autores: Arthur Georg Schmidt, Daniel Zanolli

O planejamento para reabilitação de áreas atrésicas em arcos dentais superiores e inferiores é geralmente mais complexo. O uso de implantes dentários curtos, implantes angulados e enxertos ósseos são técnicas implantodônticas que podem vir a ser utilizadas em maxilas com perda óssea em altura ou pneumatizadas e em mandíbulas com pouca altura óssea disponível em função da presença de estruturas anatômicas nobres como o canal mandibular, por exemplo. Implantes com menos de 7mm de comprimento pode ser considerados curtos.

O objetivo é apresentar os implantes curtos como uma nova possibilidade técnica ao implantodontista que precise intervir em arcos dentais atrésicos sem a necessidade de técnicas cirúrgicas complexas.

O planejamento radiográfico é essencial para a correta indicação dos implantes curtos por levar em conta a quantidade e qualidade óssea disponível e a proximidade de estruturas anatômicas adjacentes. Além disso, a escolha correta do tipo de implante curto a ser utilizado (cortical ou medular) é essencial, assim como a uma instrumentação cirúrgica precisa e cuidadosa, pois o comprimento do implante dificultaria o estabelecimento de estabilidade primária ou de correções na angulação. Indicam-se o uso de implantes curtos com diâmetros largos e grande área de tratamento de superfície, assim como com a presença de rosca no terço cervical.

A maior limitação dos implantes curtos seria a estética. Implantes curtos apesar de apresentarem taxas de sucesso ligeiramente menores que em relação aos implantes convencionais, ainda são clinicamente viáveis do ponte de vista prático, sendo uma solução importante e devendo ser considerados como uma ótima opção restauradora em casos limítrofes que apresentem reabsorções severas.  

A utilização de implantes curtos ao invés de procedimentos clínicos de ganho de altura óssea vertical em arcos atrésicos para posterior instalação de implantes deve ser considerada como uma alternativa de tratamento. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Thomé G, Bernardes SR, Sartori IM. Uso de implantes curtos: decisão baseadas em evidências científicas. Jornal do ILAPEO 2007; vol.4: 2-5.
2. Neves FD, Fones D, Bernardes SR et al. Short implants – An analysis of longitudinal studies. Int. J Oral Maxilofac Implants 2006; vol.21:86-93.
3. Maló P, Rangert B, Nobre M. All-on-4 immediate-funcion concept with Branemark System implants for completely edentulous maxilae: a 1-year retrospective clinical study. Clin Implant Dent Relat Res 2005; vol.7 suppl 1: S88-94.

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Implantes Zigomáticos

Apresentação da monografia de Daniel Brito Zanolli dia 08/04/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Implantes Zigomáticos. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Bases Clínicas e Biológicas da Regeneração Óssea Guiada

Apresentação da monografia de Marília S. S. Morimoto dia 01/04/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Bases Clínicas e Biológicas da Regeneração Óssea. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Implante e Exodontia em Único Tempo Cirúrgico

Apresentação da monografia de Camila Basile Meira dia 25/03/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Implante e Exodontia em Único Tempo Cirúrgico. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Correlação do bruxismo e os implantes dentários

Apresentação da monografia de Tally Karlik Orel  dia 18/03/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Correlação do Bruxismo e os Implantes dentários. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Enxerto Ósseo em Seio Maxilar

Apresentação da monografia de Arthur Georg Schmidt dia 11/03/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Enxerto Ósseo em Seio Maxilar. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Ação do Laser de Baixa Potência na Reparação em Tecidos

Apresentação da monografia de Giovana Raimondi Mathias dia 04/03/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Ação do Laser de Baixa Potência na Reparação em Tecidos. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo

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Tomografia Computadorizada na Implantodontia

Apresentação da monografia de Bruno Pereira Barbosa dia 18/02/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título:Tomografia Computadorizada na Implantodontia. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Cone morse na Implantodontia

Apresentação da monografia de Sandra Emi Nagao dia 11/02/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Cone Morse na Implantodontia. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Análise dos Sistemas de implantes usados para Carga Imediata

Apresentação da monografia de Márcio Masaru Nakao dia 04/02/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: Análise dos Sistemas Disponíveis de Carga Imediata. Local: Universidade Paulista UNIP Campus Indianópolis. Av. José Maria Whitaker 320 Vl Mariana São Paulo SP

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Bancos de tecidos músculo-esqueleticos em Implantodontia

Apresentação da monografia de Rosane Maria do Valle Carneiro  dia 28/01/09 14hs, para obtenção do título de especialista em Implantodontia. Sessão aberta ao público. Título: A Importância do Banco de tecidos Músculo-esqueléticos em implantodontia

Manipulação de tecidos

Manipulação de tecidos moles ao redor do implante

Monografia apresentada ao Departamento de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, para obtenção do Título de Especialista pelo Curso de Pós-Graduação em Implantodontia. São Paulo 2009

 

Autora: Carla Bertaglia Vilas Boas Soares

Orientadora: Prof. Dalva Maria Rocha
Co-orientadores: Prof. Dr. Rafael Andrade Moscatiello, Prof. Daldy Endo Marques, Profª. Dr ͣ Vitória Aparecida Muglia Moscatiello

 

Resumo: O sucesso á longo prazo do tratamento com implantes é determinado por inúmeros fatores relevantes, entre eles a história médica do paciente, a preparação dos sítios com qualidade e quantidade de tecidos duros e moles, o tipo de cirúrgia de implantação e a destreza e qualificação do profissional. A conquista de um resultado estético satisfatório vem-se tornando indispensável quando da reabilitação através de próteses implanto-suportadas. O conhecimento sobre alguns fatores como um correto posicionamento dos implantes, tanto no sentido vestíbulo-lingual como mesio-distal, uma adequada manipulação de tecidos moles, tanto cirurgicamente quanto através de provisórios, e um apurado trabalho protético tornam-se imperativos em áreas estéticas. A saúde dos tecidos moles perimplantares tem sido evidenciada como um fator importante para a manutenção dos implantes, e parece ser dependente da capacidade da mucosa de prover selamento adequado entre o meio oral e o implante. Tendo em vista que cada paciente é único, cabe ao cirurgião eleger as técnicas que proverem melhores resultados, com previsibilidade de sucesso e com a estética desejada. Objetivos: apresentar a estrutura da mucosa perimplantar e da mucosa periodontal, comparando-as e apresentar alternativas de manipulação de tecidos moles para a obtenção da saúde periimplantar e estética gengival. Conclusões: a estrutura da mucosa periodontal e da mucosa perimplantar possui características comuns encontradas na barreira epitelial e no epitélio juncional do dente. A inserção das fibras é distinta, não há inserção de fibras entre o osso e o implante, e no tecido perimplantar há ausência de cemento, o tecido é quelóide, rico em colágeno, pobre em células e a vascularização é inexistente na interface osso/implante. As alternativas de manipulação de tecidos moles são: extrusão ortodôntica, condicionamento gengival, segundo estágio cirúrgico, frenoplastia, aprofundamento de vestíbulo com epitelização secundária, exodontia seguida de implante imediato, enxertos de tecido conjuntivo subepitelial, em rolo, envelopes, interpostos, onlay, combinado onlay – interposto e gengivoplastia. Em alguns casos é necessário a manipulação de tecidos duros associada como na regeneração óssea guiada e enxerto autógeno.

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