Tomografia Computadorizada em Implantodontia

AUTORES: Betarelli HA, Gallego SEM, Ytihara NT, Moscatiello RM, Moscatiello RA

CONGRATULAÇÕES AOS AUTORES PELA PREMIAÇÃO DESTE PAINEL NO IN2011

OBJETIVO:

Mostrar os diferentes cortes tomográficos que nos possibilitam obter o maior número de informações do osso remanescente, para um perfeito diagnóstico.

INTRODUÇÃO:

O índice de sucesso em Implantodontia depende de um bom planejamento por parte do cirurgião dentista. Esse minucioso planejamento deve incluir uma anamnese detalhada, exame clínico e exames complementares laboratoriais e radiológicos. Dentre os exames laboratoriais radiológicos podemos destacar a tomografia computadorizada (TC) que é de suma importância para mensuração e definição do tamanho do implante. Antes de solicitar uma TC o profissional deve procurar tirar o máximo de informação que esse tipo de exame fornece.

MÉTODO:

O profissional deve fazer uma análise minuciosa do resultado do exame com a máxima atenção e tempo suficiente, para avaliar estruturas de interesse para a sua atuação, com uma completa varredura de todos os setores, ortorradial (Fig. 1 e 2) onde é possível localizar a região anterior, media e posterior da maxila; panorâmico (Fig. 3 e 4) e transaxial (Fig. 5 e 6). Essa análise nos permitirá avaliar a quantidade e densidade óssea da área edêntula e ainda a mensuração e instalação de implantes orais. Alem desses setores é possível observar na (Fig.7) os cortes axiais úteis na confecção de modelos esteriolitográficos. Na (Fig.8) é possível observar as reconstruções em 3D.

CONCLUSÃO:

A TC é um excelente método auxiliar de diagnóstico que nos fornece imagens reais. Todos esses dados fornecidos ao examinador possibilitam a medição das estruturas envolvidas para instalação de implantes com ou sem enxertos ósseos.

REFERÊNCIAS:

  1. Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos. Santos, 2000;
  2. Moreira CA. Diagnóstico por Imagem em Odontologia. Robe, 2000;
  3. Moscatiello RA, Moscatiello VAM, Moscatiello RM. Imaginologia.[apostilado]. São Paulo: Universidade Paulista; 2011.

Enxertos ósseos autógenos de áreas doadoras intrabucais em Implantodontia

Lacerda, MP*, Oliveira, VMO**, Moscatiello, RM***

*Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia **Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia *** Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo webmaster@implantodontia.blog.br

Segundo Misch, a morfologia de um defeito ósseo é uma consideração importante na seleção de um método de aumento do rebordo para Implantodontia. A enxertia com osso autólogo continua sendo o padrão ideal no reparo da atrofia alveolar e dos defeitos ósseos. O uso dos enxertos de osso autógeno com em Implantodontia foi discutido originalmente por Branemark et al e é agora um procedimento bem aceito na reabilitação bucal e maxilofacial. No reparo dos defeitos alveolares mais localizados, o enxerto ósseo da maxila e da mandíbula oferece vários benefícios. Uma vantagem óbvia dos enxertos locais é o seu conveniente acesso cirúrgico. A proximidade do local doador com o receptor pode reduzir o tempo de operação e de anestesia, tornando-se ideal para a cirurgia para o implante no ambulatório.

Áreas doadoras de osso da Mandíbula mais comuns, para enxerto osseo autógeno.

Áreas doadoras de osso da Mandíbula mais comuns, para enxerto osseo autógeno.

Os enxertos ósseos intrabucais foram usados no reparo alveolar para permitir a inserção do implante com resultados extremamente favoráveis. Os enxertos em bloco podem ser coletados da sínfise mandibular, do corpo mandibular ou da área do ramo mandibular. Quantidades menores de osso e autoenxerto particulado podem ser coletadas da tuberosidade maxilar, zigoma, tori extra-ósseos, osteoplastia do rebordo residual, local da exodontia, osteotomia para o implante e dispositivos de coleção óssea. É prudente considerar um local doador extrabucal para o enxerto dos defeitos alveolares que cobrem uma extensão de mais de quatro dentes.

O uso do enxerto ósseo autógeno continua sendo padrão ideal em Implantodontia por oferecer  inúmeras vantagens e muitos benefícios para o paciente  que deseja realizar tratamento com Implantodontia, que necessitam de quantidade considerável de osso para o correto posicionamento biomecânico do conjunto implante/ conector/prótese.

Princípios do Levantamento de Seio Maxilar para Implantodontia

Oliveira, VMO*, Lacerda, MP **, Moscatiello, RM***

*Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia **Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia  *** Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo webmaster@implantodontia.blog.br

Um dos procedimentos de enxerto mais rotineiros em Implantodontia é o Levantamento do assoalho de seio maxilar. As frequêntes reabsorções ósseas conhecidas como pneumatização do seio maxilar podem dificultar as intervenções da Implantodontia. O seio maxilar o maior dos seios paranasais e é cercado por seis paredes ósseas. A parede anterior consiste de osso fino e compacto sobre o ápice dos caninos e pode estender-se até a borda piriforme lateral do nariz. Os vasos sanguíneos e os nervos localizam-se diretamente sobre o osso e dentro da mucosa sinusal.

Os mais notáveis destes tratamentos são: enxerto sinusal para aumentar a altura óssea disponível, abordagens cirúrgicas modificadas de acordo com a densidade óssea e aplicação de carga óssea progressiva durante a fase protética de reconstrução. A região posterior da maxila representa a área mais previsível para os procedimentos de enxerto ósseo sintético. No entanto, discute-se que um pré-requisito básico para o sucesso dos tratamentos com Implantodontia associados a estes procedimentos é a presença de dentes anteriores naturais saudáveis.

O procedimento de enxerto sinusal para Implantodontia pode ser classificado como uma cirurgia da Classe II ou limpa/contaminada. A incidência de infecção em tais procedimentos é de aproximadamente 10 a 15%, mas pode ser reduzida a 1% com o uso de técnica aprimorada e de antibióticos profiláticos.

A) Movimentação da membrana B) Instalação de implante C) Preenchimento da cavidade com enxerto osseo

Levantamento de Seio Maxilar para Implantodontia. Sequência: A) Movimentação da membrana B) Instalação de implante C) Preenchimento da cavidade com enxerto osseo

Existem 2 técnicas cirúrgicas, a primeira opção de tratamento da região posterior da maxila, corresponde a 12 mm ou mais de altura óssea disponível, a segunda opção subantral, é o levantamento sinusal e a inserção simultânea do implante; ela é selecionada quando o osso disponível tiver 0 a 2 mm a menos de comprimento para o implante ideal.

O objetivo da cirurgia de levantamento sinusal para Implantodontia é aumentar a altura óssea vertical em até 2 mm e usar o acesso da osteotomia para o implante por um mínimo de 12 mm no osso D2, e 14 mm no osso D4.

O método primário de avaliação do enxerto sinusal a longo prazo tem sido a sobrevida do implante nestas regiões. O relato da literatura apresentam índices de sucesso extremamente altos para todos os materiais estudados. A região posterior da maxila pode exibir um índice de sobrevida tão bom quanto qualquer região da boca, quando um tratamento adequado é planejado e concluído.

MISCH, C.E. Implantes Dentários Contemporâneos. 2ª Ed., São Paulo: Ed. Santos, cap. 30, 2000

Princípios das Próteses Cimentadas na Implantodontia

PELOSINI, MFSH*;  Moscatiello, RM**

*Aluna do Curso de Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo, Estágio em Implantodontia  ** Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da Universidade Paulista – UNIP, campus Indianópolis – São Paulo webmaster@implantodontia.blog.br

O critério de sucesso em Implantodontia para o posicionamento espacial correto da fixação depende de um planejamento adequado que leve em consideração vários fatores como por exemplo angulação mesio-distal, vestíbulo-lingual, perpendicularidade ao plano oclusal ou sua  angulação, profundidade do sulco, área de superfície do implante compatível com a carga recebida, qualidade, quantidade e contorno do tecido mole, materiais oclusais e harmonia estética. Em Implantodontia o planejamento protético cirúrgico de cada caso deve prever se a prótese sobre implante será aparafusada ou cimentada.

Quando as próteses parafusadas ficam frouxas ( o que não é raro) pode gerar uma sobrecarga para o pilar protético, causando perda óssea e/ou fratura do implante, mas é facilmente removida pelo C-D que pode reapertar o componente e aparafusar a prótese.  Quando a prótese cimentada se desprende do componente é facilmente recimentada, porém se o pilar protético ficar frouxo pode ser necessário destruir a prótese para o reaperto.

Planejamento em Implantodontia

Vantagens das próteses implanto-suportadas cimentadas:

  • Tem um modelo passivo
  • Carga axial reduzida
  • Estética e higiene facilitada
  • Reduz as fraturas do material oclusal
  • Melhor acesso principalmente para implantes de dentes posteriores
  • Menor fadiga por não ter partes diminutas
  • Carga progressiva facilitada
  • Melhor vedação dos microespaços do pilar
  • Custo e tempo reduzido

Vantagens das próteses retidas por parafusos:

  • Retenção mais discreta do pilar
  • Melhor momento de forças
  • Ausência de cimento no sulco que pode irritar tecidos circunjacentes

Para reduzir as complicações em Implantodontia se faz necessária uma reabilitação bucal completa; o pilar protético deve seguir as normas de conicidade, área de superfície, altura, aspereza da superfície, resistência; eixo de inserção ligeiramente angulado.

O preparo do pilar pode ser feito de forma direta pelo Implantodontista ou indireta pelo TPD. A vantagem de se fazer um abutment direto é que pode ser feita uma prótese fixa e iniciar o carregamento progressivo do osso na primeira consulta ou até a aplicação de carga imediata. As vantagens de se fazer um abutment indireto são as exigências da moldagem são menores porque bolhas ou lacunas pequenas não afetam a transferência, melhor acabamento, menor tempo de cadeira. Pode-se utilizar um kit de seleção protética para Implantodontia(ideal) ou até deixar que o laboratório escolha o componente certo para o pilar e pode-se confeccionar a prótese provisória sobre o modelo, uma estrutura pode ser confeccionada diretamente no abutment do implante, permitindo o ajuste mais preciso da margem e o tempo na cadeira é diminuído pois os preparos, o trabalho metálico e os provisórios são confeccionados pelo laboratório.

Misch CE 2006 Princípios das Próteses sobre Implantes Cimentadas. Implantes Dentários Contemporâneos 2ª Edição Ed. Santos São Paulo 549-74

Técnica de Implantodontia All on Four Standard

Fernando Alfredo Azevedo

A evolução e o aprimoramento das técnicas de reabilitação oral têm permitido melhor qualidade de vida aos pacientes em um curto período nos dias de hoje, porque a exigência do paciente está voltada, também, para o tempo de tratamento(1).

Para conseguir a osseointegração, um protocolo clássico deveria ser seguido, onde um período de cicatrização de três a seis meses livres de carga seria observado, até a confecção das próteses. Com a consolidação da técnica de dois estágios, e atendendo á solicitação dos pacientes, que muitas vezes não aceitavam usar próteses provisórias no período da osseointegração dos implantes, os tratamentos passaram a ser feitos em um único estágio cirúrgico, com as próteses instaladas em função, poucos dias após a cirurgia(2) .

Com a variação deste protocolo ocorreu o surgimento das chamadas “cargas imediatas”, caracterizadas pelo fato da reabilitação protética iniciar-se, logo após a instalação dos implantes(3).

É importante ressaltar que, para o sucesso da aplicação de carga imediata é essencial atingir a estabilidade primária, já que a retenção mecânica precede os processos de formação óssea(4).

Malo e colaboradores criaram um conceito no qual, as próteses totais parafusadas são instaladas sobre quatro implantes, sendo dois inclinados e dois retos, imediatamente após a cirurgia. Esta técnica, descrita primeiramente para a mandíbula e posteriormente para maxila, recebeu o nome de All-on-4, (5)

Na mandíbula, a inclinação dos implantes distais entre 30 e 45 permite o uso de implantes mais longos, o que favorece uma boa estabilidade primária do implante sem interferir com o forame mentual ou o nervo alveolar inferior. A utilização de implantes inclinados na maxila, rente á parede anterior do seio maxilar, permite evitar cirurgias de enxertia do seio maxilar. (6)

O conceito All-on-4 tem como objetivo a satisfação e o conforto dos pacientes, sendo que apresenta como vantagens: não ter a necessidade de realização de enxertia óssea, como por exemplo, a cirurgia de levantamento de assoalho de seio maxilar; diminuição de custos, uma vez que são colocados apenas 4 implantes, ao invés de um número maior; instalação imediata de uma prótese fixa (provisória ou definitiva), não debilitando o paciente como em uma enxertia óssea, que tornaria necessária a não utilização de próteses por um determinado período; mais facilidade para higenização, pela presença de menor número de implantes. (7)

A técnica All-on-4 foi desenvolvida para maximizar a utilização do osso disponível e, para permitir a reabilitação do paciente em carga imediata. (6)

  1. Luiz Eduardo Marques Padovan, Eduardo Antonio Ayub, José Gimar Batista, Geninho Thomé,  Marcelo Salles Munerato.(Rev.ABO Nac.Neopronto R: um novo protocolo para reabilitação oral com implantes em carga imediata na mandíbula. Relato de caso)
  2. Alexandre Augusto Ferreira de Souza, Leonardo Vaz Crisóstomo de Castro.(ImplantNews Carga imediata simultânea em maxila e mandíbula)
  3. Oscar Luiz Mosele Junior, Diego dos Santos Peres, Ricardo Pettengill Filho, Oscar Luiz Mosele, Fernando Esgaib kayatt, Adolfo Embacher Filho.(ImplantNews Avaliação clinica da técnica de carga imediata com prótese fixas implanto-suportadas em pacientes com mandíbulas totalmente êdentulas)
  4. Paulo Sergio Zaidan Maluf (Ver. Brás, Implant Implantes de Corpo único para carga imediata)
  5. Geninho Thomé, Ana Cláudia Moreira Melo, Sergio Rocha Bernades, Caio Hermann, Marilia Compagnoni Maritns, Ana Paula Farnezi Bass (implatNews Carga Imediata em implantodontia- consideraçoes gerais)

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Mini-implante como recurso de ancoragem intrabucal

Dr Regis Rossi

A dificuldade do Ortodontista em se obter um meio de ancoragem eficiente sem o uso de uma aparatologia complexa ou apoios dentários, é o que motivou a busca por pontos rígidos de fixação intraoral. Há décadas buscou-se esta fixação rígida por meio de implantes, mas sendo esta forma dispendiosa e demorada devido à espera pela osseointegração, a necessidade de obter-se um método alternativo tornou-se fundamental. Com o surgimento dos mini-implantes, obtiveram-se os resultados de ancoragem temporária de forma prática e eficiente, com baixo custo, podendo ser instalado em vários sítios ósseos bucais, e, ainda, ser ativado imediatamente ou após o período de cicatrização inicial da mucosa à qual reveste o osso onde foi instalado. O trabalho tem como objetivo avaliar por meio de revisão da literatura, a utilização de mini-implantes em diferentes regiões como ancoragem ortodôntica, avaliando as vantagens e desvantagens; a magnitude de forças aplicadas; os melhores sítios de instalação e os movimentos ortodônticos possíveis.

Conclui-se que os mini-implantes têm como vantagem ser eficiente e de baixo custo, ter boa praticidade, possibilitar menor colaboração do paciente, reduzir o tempo de tratamento, ser de instalação e remoção simplificada, ser de baixa morbidade, e possibilitar instalação em diversos sítios ósseos.

Podemos citar entre suas desvantagens: a possibilidade de fratura relacionada a seu pequeno diâmetro, cuidados com estruturas anatômicas vizinhas e predisposição ao desenvolvimento de mucosite relacionada a má-higiene oral.

Em relação à magnitude de forças conclui-se que os mini-implantes suportam facilmente as forças ortodônticas comumente utilizadas, que são variáveis dependendo do movimento necessário podendo suportar até 44,54N, força muito superior ao preconizado em qualquer tipo de movimentação.

Há inúmeros bons sítios de instalação de mini-implantes, dependendo de um correto planejamento clínico e radiográfico sendo que diversos pesquisadores corroboram com a assertiva que a mucosa queratinizada é a mais indicada para a inserção destes dispositivos.

Dentre os possíveis movimentos ortodônticos com o auxílio do mini-implante podemos intruir, extruir, corrigir assimetrias dentárias, mesializar, distalizar, retrair grupos anteriores e posteriores e inclinar dentes.

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Implantodontia Metalfree: Implantes de zircônia

Estágio atual de desenvolvimento dos sistemas de zircônia para Implantodontia

Rafael Muglia Moscatiello

Vários materiais e respectivas técnicas tem sido pesquisadas internacionalmente para desenvolvimento dos implantes osseointegrados(1). A zircônia tem levantado especial interesse por sua coloração que pode facilitar casos estéticos. Tendo-se como base os sistemas de implantes dentários que utilizam como matéria prima o Titânio, podemos tecer comparações(2) e avaliar as características dos sistemas disponíveis no mercado internacional fabricados com Zr02 (Dióxido de Zircônia). Apresentamos portanto este material não como um substituto dos sistemas de Titânio, mas como uma possível alternativa discutindo a versatilidade do material, sobretudo do ponto de vista das conexões protéticas. Continuar lendo

Controle da Infecção em Implantodontia

Maria Claudia

O conceito de biossegurança e sua respectiva aplicação têm como objetivo principal dotar os profissionais e as instituições de ferramentas que visem desenvolver as atividades com grau de segurança adequado seja para o profissional de saúde, seja para o meio ambiente ou para a comunidade (1).                                                                                                    
A despeito do tremendo benefício dos implantes dentais, todos estes dispositivos utilizados na Implantodontia, apresentam um risco de infecção que representam uma causa da perda da osseointegração e de problemas de infecção do leito ósseo implantado, ou seja, abscesso endósseo ou osteomielite. O conceito recentemente prevalente é o de se adotar precauções universais (PU), também conhecidas como precauções padrão (PP), o que significa que tomaremos cuidados de biossegurança iguais com todos os pacientes, considerando que todos podem oferecer riscos de transmissão quer saibam ou não disto(2).
As normas sugeridas pelo Manual de Conduta do Ministério da Saúde são: cuidados com o ambiente e superfície de trabalho (limpeza, desinfecção e barreiras mecânicas de proteção); cuidados com o profissional e sua equipe de trabalho (imunizações, lavagem e secagem das mãos e uso do EPI como: avental comprido de manga longa e gola alta, óculos com proteção lateral, gorro, máscara e luvas descartáveis); cuidados com o paciente (bochecho com solução antisséptica, paramentos e particularidades nas diversas especialidades); cuidados com os materiais contaminados (desinfecção por imersão, lavagem manual e ultrassônica, embalagens e métodos de esterilização)(3).
 
Objetivo
Orientar e prevenir os profissionais da Implantodontia, quanto aos riscos de infecção possíveis de ocorrer em sua rotina de trabalho e principalmente aos seus pacientes.
 
Conclusão
            Mesmo sabendo que ainda faltam mais estudos sobre a biossegurança em Implantodontia, os profissionais devem obedecer a quatro princípios básicos, a saber: tomar medidas para proteger a sua saúde e a da sua equipe; evitar o contato com matéria orgânica; limitar a propagação de microorganismos; tornar seguro o uso de artigos, peças anatômicas e superfícies(4).
 
Referências Bibliográficas
 
   1.    Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de ciência, tecnologia e insumos estratégicos. Departamento de ciência e tecnologia. Classificação de risco dos agentes biológicos. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. 36p.
   2.    Guimarães Jr. J. Trabalhando com biossegurança. Implant News 2004;1(6):510-13.
   3.    Pinto KML, Paula CR. Protocolo de biossegurança no consultório odontológico: custo e tempo. Rev Biociências 2003;9(4):19-23.
   4.    Faraco FN, Sendyk WR. Biossegurança em odontologia. Rev Odontol Univ Santo Amaro 2005;10(1):10-8.

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Enxertos ósseos autógenos de áreas doadoras intrabucais em Implantodontia

Dr. Silvio Garcia 

A correta inserção do implante dentário em posição adequadaa, requer um volume ósseo suficiente nos locais desejados para suporte protético. Quanto menor o número de paredes ósseas remanescentes, maior a complexidade o que interfere no prognóstico pela maior a necessidade de reconstruir e restabelecer o volume ósseo para promover uma nova formação óssea, propiciando a instalação de implantes e suas protéses, devolvendo sua função e estética.

Devemos portanto lembrar ao implantodontista a necessidade de técnicas cirúrgicas que promovam, a reconstrução do rebordo alveolar deficiente, para a instalação de implantes e sua reabilitação protética.

O uso dos enxertos autógenos intrabucais nas reconstruções ósseas permite a inserção de implantes em posições e condições adequadas,  para a estética e o suporte funcional otimizados.

O  enxerto ósseo autógeno é o “padrão ouro” para comparações com outros materiais nas reconstruções maxilo mandibulares. Oferece algumas vantagens na reconstrução do rebordo residual, embora exija o acesso a outro campo operacional, aumentando o tempo de cirurgia e anestesia, o período de cicatrização é curto e a reabsorção é mínima, a morbidade é baixa e as complicações normalmente resultam em debilitação  temporária.

REFERÊNCIAS:

MISCH CE, Implantes Dentários Contemporâneos. Santos Livraria Editora 2ª edição, 2000, pág. 497-508

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Aplicação dos enxertos homógenos em Implantodontia

Fernanda Rodrigues

Com o uso dos implantes osseointegrados, a reabilitação oral ganhou novas possibilidades e perspectivas. Os implantes inicialmente eram instalados em áreas que possuíssem remanescente ósseo suficiente. Com o passar do tempo, várias técnicas se desenvolveram visando reconstruir áreas de atrofia óssea para posterior instalação dos implantes, seja no sentido vertical (levantamento de seio maxilar, enxertos aposicionais, distração osteogênica) ou horizontal (enxerto em bloco ou particulados). Os materiais utilizados também variam: osso autógeno, homógeno, xenógeno e materiais aloplásticos. O osso autógeno é considerado o padrão ideal que permite comparar as demais técnicas. Porém, tem como grande inconveniente a morbidade gerada por um segundo sítio cirúrgico, muitas vezes mais doloroso que a área receptora. Dessa forma, várias pesquisas têm sido desenvolvidas buscando um substituto viável de custo razoável e com qualidade e confiabilidade semelhante ao osso autógeno¹.

      A utilização dos enxertos de osso homógeno fresco congelado nos rebordos maxilares provenientes de banco de ossos para posterior reabilitação com implantes ainda requer maiores estudos, porém, os resultados de alguns trabalhos mostraram ausência de processo infeccioso durante a reparação, baixa reabsorção do enxerto, volume ósseo adequado e boa densidade permitindo estabilidade primária dos implantes e sucesso quando submetidos à carga funcional². 

Objetivos

      O objetivo deste trabalho é mostrar a utilização dos enxertos homógenos na implantodontia, apontando alguns aspectos positivos no seu uso, como a baixa prevalência de transmissão de doenças através do transplante de osso fresco, uma vez considerado o grande número de procedimentos realizados atualmente. Outros fatores de interesse citados são os métodos de coleta, armazenamento e preparo do enxerto proveniente dos bancos de ossos como a criopreservação a ultrabaixa temperatura que reduz a imunogenicidade do enxerto, não existindo a necessidade de imunossupressão³ 

Conclusão

      Mesmo sabendo que ainda faltam maiores estudos sobre a utilização dos enxertos homógenos na implantodontia, podemos afirmar que a utilização de osso humano fresco congelado é uma alternativa viável para reconstrução dos rebordos atróficos e enxertos nos seios maxilares, diminuindo a morbidade e riscos inerentes aos procedimentos autógenos, além de apresentarem capacidade de remodelação, incorporação e qualidade que permitem resistir às cargas funcionais quando da instalação de implantes osseointegrados°

  
 

Referências bibliográficas

  1. Benetton AA, Borges LFA, Marques C. Reconstrução de maxila atrófica com osso homólogo fresco e congelado e reabilitação protética com implantes com carga imediata.     Revista Implant News 2007;4(5):529-34. 
  2. Swartz-Arard D, Levin L. Intraoral autogenous block onlay bone grafting for extensive reconstruction of atrofhic maxillary alveolar ridges. J Periodontol 2005;7(4):636-41.
  3. Weyts FA, Bos PK, Dinjens WN, van Doom WJ, van Biezen FC, Weinans H et al. Living cells in 1 of 2 frozen femoral heads. Acta Orthp Scand. 2003;74(6):661-4 

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Guias em Implantodontia

Uso de guias para o planejamento, intervenção cirurgica e multiplas funções.

     Para se alcançar os objetivos desejados em um tratamento de Implantodontia é preciso planejar, para possibilitar a visualização do resultado final do projeto, mesmo antes de começá-lo.

      A exigência por resultados estéticos satisfatórios começou a se tornar uma rotina, tanto por pacientes como por profissionais também. Fazendo com que os Implantodontistas criassem dispositivos que os permitissem alcançar o melhor resultado possível. A avaliação do paciente começou a ser mais criteriosa já mesmo na anamnese e nos exames complementares, e exames de sangue e tomografias passaram a ter uma grande importância para o início do planejamento Implantológico.

      Contudo, a posição do implante continua sendo um fator determinante para o sucesso do tratamento reabilitador. Para se alcançar esse objetivo faz-se necessário a visualização do resultado final do trabalho a ser executado. Os especialistas em Implantodontia passaram a utilizar e até mesmo resgatar o enceramento de diagnóstico. A partir desses enceramentos conjuntamente com os exames radiográficos e tomográficos, o Implantodontista começa a definir onde e quantos implantes serão instalados. O guia cirúrgico possibilita essa continuidade entre a restauração planejada pelo enceramento de diagnóstico e as fases cirúrgicas, e além de orientar a instalação dos implantes pode também auxiliar manobras regenerativas, bem como auxiliar nas tomadas radiográficas e tomográficas dos casos.

      Os guias cirúrgicos têm por objetivo: Continuar lendo

Modelos esteriolitográficos

Modelos esteriolitográficos: um recurso atual de diagnóstico

Autores: Rafael Andrade Moscatiello, Rafael Muglia Moscatiello, Vitoria Aparecida Muglia Moscatiello, Dalva Maria Rocha

A esteriolitografia é um processo de construção de modelos físicos da anatomia humana por técnica de prototipagem rápida. Para o planejamento cirúrgico dos implantes, é fundamental uma avaliação precisa das reais condições anatômicas dos pacientes por meio das Tomografias Computadorizadas (TC). Atualmente os dados fornecidos pelas imagens tridimensionais da TC permitem a reprodução dos maxilares por meio de modelos esteriolitográficos. Esse método constitui um precioso recurso na confirmação do diagnóstico e até mesmo para evidenciar acidentes anatômicos ou defeitos ósseos que podem passar despercebidos na avaliação das imagens tomográficas. Objetivo: Demonstrar a importância das imagens obtidas por TC para o diagnóstico, avaliação e planejamento de cirurgias visando à instalação de implantes orais. Resultado: As imagens axiais são transformadas em instruções específicas para a máquina de prototipagem onde um modelo é construído. Como resultado final teremos uma cópia em escala real da região anatômica escolhida. Conclusão: De posse de um modelo esteriolitográfico o profissional aumenta a previsibilidade do tratamento, reduzindo o tempo cirúrgico. Ainda é possível fazer a simulação da cirurgia com um campo de visão maior que no ato operatório o que transmite ao cirurgião uma maior segurança de trabalho.

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Exodontia, PDT e implantes imediatos

 Terapia Fotodinâmica na descontaminação de alvéolos para receber implantes imediatos

AUTORES: Rafael Muglia Moscatiello, Dalva Maria Rocha, Rafael Andrade Moscatiello 
CO-AUTORES: Vitoria Aparecida Muglia Moscatiello e Daldy Endo Marques

Demonstramos a seguir o uso da PDT “Terapia Fotodinâmica” na adequação do meio bucal, como agente auxiliar na descontaminação de alvéolos nos implantes imediatos.

Raizes com lesões periapicais

Raizes com lesões periapicais (Fig.01)

 As primeiras experiências com terapia fotodinâmica datam de 100 anos atrás, relatada por Raab e Von Tappeiner.  Eles observaram que a reação da luz no corante acridina em cultura de paramécios (protozoário causador da malária).

A terapia fotodinâmica consiste no uso de um corante que, ao absorver a luz em comprimento de onda ressonante, é levado a um estado excitado. 

Aplicação do corante azul de metileno e irradiação com laser (fig.2)

Aplicação do corante azul de metileno e irradiação com laser (Fig.02)

O fotossensibilizador excitado reage então com um substrato, por exemplo o oxigênio, para produzir oxigênio singleto altamente reativo, provocando assim morte microbiana ou celular.

Imagem 3

Panorâmica após as extrações. (Fig. 03)

Após a cuidadosa exodontia dos elementos dentários, o alvéolo deve ser esvaziado e seco com o auxílio de uma gaze e na sequência irrigar o mesmo com o corante  azul de metileno a 0,01% sugar o excesso e esperar 5 minutos para que ocorra a impregnação do corante.

Reabilitação finalizada.

Reabilitação finalizada. (Fig. 04)

Na seqüência deve ser aplicado a luz laser com comprimento de onda de 660 nm no vermelho com a dosimetria de 4 J/cm2, sendo aplicado no interior do alvéolo (Fig. 2). Após a aplicação da luz laser sobre o alvéolo impregnado pelo corante azul de metileno, ocorre a descontaminação deste local, preparando desta forma o alvéolo para receber o implante dentário.

 1. Bagnato VS. Photodynamic therapy. [Publicado em: 2007 Fev 14. Disponivel em: http://www.ufscar.br/~clickcie/print.php?id=224

2. Moscatiello RAM, Rocha DM, Moscatiello VAM, Moscatiello RMM. Laser ao alcance do clínico geral [apostilado]. São Paulo: Universidade Paulista; 2009. 12p.

3. Deppe H, Horch HH. Laser applications in oral surgery and implant dentistry. Lasers Med Sci. 2007 Nov;22(4):217-21. Epub 2007 Feb 1.

4. Hayek RR, Araújo NS, Gioso MA, Ferreira J, Baptista-Sobrinho CA, Yamada AM, Ribeiro MS. Comparative study between the effects of photodynamic therapy and conventional therapy on microbial reduction in ligature-induced peri-implantitis in dogs. J Periodontol. 2005 Aug;76(8):1275-81.

5. Shibli JA, Martins MC, Nociti FH Jr, Garcia VG, Marcantonio E Jr. Treatment of ligature-induced peri-implantitis by lethal photosensitization and guided bone regeneration: a preliminary histologic study in dogs. J Periodontol. 2003 Mar;74(3):338-45.

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Técnica All On Four

AUTORES: Tally Karlik Orel e Marília S. S. Morimoto.
CO-AUTORES: Rafael Andrade Moscatiello (orientador), Daldy Endo Marques e Dalva Maria Rocha.

O desenvolvimento de protocolos para carga imediata em mandíbulas e maxilas edêntulas vem sendo modificado. Ao invés do uso clássico de múltiplos implantes, os quais são submergidos e incluídos dentro de próteses implanto-suportadas, está se optando pela utilização de poucos implantes, com carga imediata(1,2,3). Esta mudança deve-se a estudos clínicos que demonstraram que com o uso de quatro implantes instalados em locais estratégicos sendo dois anteriores e dois posteriores, obteve-se alta taxa de sucesso(4,5).

Demonstra-se então o desenvolvimento do conceito de “All on Four”, apresentando casos clínicos realizados na literatura. Com isto, pretende-se encorajar dentistas para oferecer esta técnica a seus pacientes, que é simples e que possui grande relação custo-benefício.

A preparação do leito na maxila, deve-se iniciar a aproximadamente 4mm da parede anterior do seio maxilar portanto o mesmo deve ser identificado e explorado. Com o auxilio da guia “All on Four”, é possível realizar um posicionamento previsível e ideal dos implantes inclinando-os ao máximo 45º para reduzir o cantilever.

Realizou-se a colocação da guia “All on Four” na osteotomia da linha média, iniciando-se a perfuração com uma inclinação máxima de 45º. É importante identificar o orifício mentual e a saída do nervo dentário inferior. A posição final do implante deve ser à frente do orifício. A Fig. 4, mostra implantes instalados na região de mandibula edêntula.

O alto índice de sucesso de implantes e próteses implanto-suportadas com a técnica “All on Four” em pacientes edêntulos demonstra que o conceito é viável, podendo ser aplicado na prática diária de implantodontistas.

1.Ericsson I, Randow K, Nilner K, Peterson A. Early functional loading of Brånemark dental implants: 5-year clinical follow-up study. Clin Implant Dent Relat Res 2000; 2:70-77.

2.Chow J, Hui E, Liu J, et al. The Hong Kong Bridge protocol. Immediate loading of mandibular Brånemark fixtures using a fixed provisional prosthesis: preliminary results. Clin Implant Dent Relat Res 2001; 3:166-174.

3.Balshi TJ, Wolfinger GJ. Teeth in a day. Implant Dent 2001; 10:231-233.

4.Duyck J, Van Oosterwyck H, Vander Sloten J, De Cooman M, Puers R, Naert I. Magnitude and distribution of occlusal forces on oral implants supporting fixed prostheses: an in vivo study. Clin Oral Implants Res 2000; 11:465-475.

5.Krekmanov L, Kahn M, Rangert B, Lindstrom H. Tilting of posterior mandibular and maxillary implants of improved prosthesis support. Int J Oral Maxillofac Implants 2000; 15:405-414.

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Implantes Cone Morse

AUTORES: Danielle Yasmin de Moraes e Renata de Paula Machado Rebuffo
CO-AUTORES: Rafael A. Moscatiello (orientador), Daldy Marques, Dalva Rocha e Vitoria A. M. Moscatiello

 O “Cone Morse” consiste numa estrutura composta por um cone fêmea e um cone macho. Pelo atrito existente entre essas duas superfícies e uma pressão existente por meio da força de inserção ocorre a fixação desses dois componentes, que permanecem unidos mesmo quando essa força de inserção cessa (1). O mesmo pode acontecer quando dois copos cônicos encaixam-se um no outro.

Apresenta ótima estabilidade primária podendo ser utilizado tanto em implantes de carga mediata, quanto imediata. Tem formato levemente cônico, sendo sua técnica de aplicação considerada simples, executada em um ou dois estágios (2). Para melhor resolução protética preconiza-se a instalação do implante “Cone Morse” 2mm infra-ósseo, tanto em osso do tipo cortical como medular (3). A união implante-componente apresenta ausência de “gap”; encaixe impermeável (4), com vedação do tráfego bacteriano que reflete em melhor saúde periodontal (5), além de um rígido travamento do componente protético. Tudo isso contribui com a longevidade da prótese não havendo afrouxamento do componente, promovendo uma fixação anti-rotacional estável, alta resistência mecânica interface protética única, independente do diâmetro do implante. Por todos esses motivos, o implante do tipo “Cone Morse” é considerado a melhor alternativa para regiões estéticas (3). 

O “Cone Morse” é oriundo da indústria mecânica e vem sendo utilizado pela Implantodontia. Apresenta uma retenção vantajosa, que distribui melhor as forças nas paredes internas do implante e o gradiente de tensão na área cervical, também é transmitido ao osso, de forma mais adequada. Possui componentes de fácil manuseio de transferência e replicação. Porém, seu custo relativamente alto, exige um planejamento cirúrgico-protético extremamente criterioso. Apesar de algumas desvantagens, quando bem indicado é um excelente recurso terapêutico (2).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Lima CI. “Cone Morse”: uma alternativa nas reabilitações sobre implantes. Jornal Odonto Nordeste 2008;1:4-13.
Moscatiello AR, Marques ED, Rocha MD. “Cone Morse” [apostilado]. São Paulo: Universidade Paulista (UNIP); Curso de Atualização em Implantodontia; 2008
3. Neodent [catálogo de produtos]. Titamax CM: pag12 Curitiba; 2008.; 135p.
4. Implantes “Cone Morse” [home page na internet]. Curitiba
http://www.neodent.com.br/index.php?cod=2&mod=cHJvZHV0b3NfZGV0YWxoZQ
5. Implantes “Cone Morse” [home page na internet].Conexão Sitema de Próteses
http://www.conexaomaster.com.br/implantes.html

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Implantes Curtos

Uso de implantes curtos na Clínica do Curso de Especialização em Implantodontia da UNIP

Autores: Arthur Georg Schmidt, Daniel Zanolli

O planejamento para reabilitação de áreas atrésicas em arcos dentais superiores e inferiores é geralmente mais complexo. O uso de implantes dentários curtos, implantes angulados e enxertos ósseos são técnicas implantodônticas que podem vir a ser utilizadas em maxilas com perda óssea em altura ou pneumatizadas e em mandíbulas com pouca altura óssea disponível em função da presença de estruturas anatômicas nobres como o canal mandibular, por exemplo. Implantes com menos de 7mm de comprimento pode ser considerados curtos.

O objetivo é apresentar os implantes curtos como uma nova possibilidade técnica ao implantodontista que precise intervir em arcos dentais atrésicos sem a necessidade de técnicas cirúrgicas complexas.

O planejamento radiográfico é essencial para a correta indicação dos implantes curtos por levar em conta a quantidade e qualidade óssea disponível e a proximidade de estruturas anatômicas adjacentes. Além disso, a escolha correta do tipo de implante curto a ser utilizado (cortical ou medular) é essencial, assim como a uma instrumentação cirúrgica precisa e cuidadosa, pois o comprimento do implante dificultaria o estabelecimento de estabilidade primária ou de correções na angulação. Indicam-se o uso de implantes curtos com diâmetros largos e grande área de tratamento de superfície, assim como com a presença de rosca no terço cervical.

A maior limitação dos implantes curtos seria a estética. Implantes curtos apesar de apresentarem taxas de sucesso ligeiramente menores que em relação aos implantes convencionais, ainda são clinicamente viáveis do ponte de vista prático, sendo uma solução importante e devendo ser considerados como uma ótima opção restauradora em casos limítrofes que apresentem reabsorções severas.  

A utilização de implantes curtos ao invés de procedimentos clínicos de ganho de altura óssea vertical em arcos atrésicos para posterior instalação de implantes deve ser considerada como uma alternativa de tratamento. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Thomé G, Bernardes SR, Sartori IM. Uso de implantes curtos: decisão baseadas em evidências científicas. Jornal do ILAPEO 2007; vol.4: 2-5.
2. Neves FD, Fones D, Bernardes SR et al. Short implants – An analysis of longitudinal studies. Int. J Oral Maxilofac Implants 2006; vol.21:86-93.
3. Maló P, Rangert B, Nobre M. All-on-4 immediate-funcion concept with Branemark System implants for completely edentulous maxilae: a 1-year retrospective clinical study. Clin Implant Dent Relat Res 2005; vol.7 suppl 1: S88-94.

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