Implantes Curtos

Uso de implantes curtos na Clínica do Curso de Especialização em Implantodontia da UNIP

Autores: Arthur Georg Schmidt, Daniel Zanolli

O planejamento para reabilitação de áreas atrésicas em arcos dentais superiores e inferiores é geralmente mais complexo. O uso de implantes dentários curtos, implantes angulados e enxertos ósseos são técnicas implantodônticas que podem vir a ser utilizadas em maxilas com perda óssea em altura ou pneumatizadas e em mandíbulas com pouca altura óssea disponível em função da presença de estruturas anatômicas nobres como o canal mandibular, por exemplo. Implantes com menos de 7mm de comprimento pode ser considerados curtos.

O objetivo é apresentar os implantes curtos como uma nova possibilidade técnica ao implantodontista que precise intervir em arcos dentais atrésicos sem a necessidade de técnicas cirúrgicas complexas.

O planejamento radiográfico é essencial para a correta indicação dos implantes curtos por levar em conta a quantidade e qualidade óssea disponível e a proximidade de estruturas anatômicas adjacentes. Além disso, a escolha correta do tipo de implante curto a ser utilizado (cortical ou medular) é essencial, assim como a uma instrumentação cirúrgica precisa e cuidadosa, pois o comprimento do implante dificultaria o estabelecimento de estabilidade primária ou de correções na angulação. Indicam-se o uso de implantes curtos com diâmetros largos e grande área de tratamento de superfície, assim como com a presença de rosca no terço cervical.

A maior limitação dos implantes curtos seria a estética. Implantes curtos apesar de apresentarem taxas de sucesso ligeiramente menores que em relação aos implantes convencionais, ainda são clinicamente viáveis do ponte de vista prático, sendo uma solução importante e devendo ser considerados como uma ótima opção restauradora em casos limítrofes que apresentem reabsorções severas.  

A utilização de implantes curtos ao invés de procedimentos clínicos de ganho de altura óssea vertical em arcos atrésicos para posterior instalação de implantes deve ser considerada como uma alternativa de tratamento. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Thomé G, Bernardes SR, Sartori IM. Uso de implantes curtos: decisão baseadas em evidências científicas. Jornal do ILAPEO 2007; vol.4: 2-5.
2. Neves FD, Fones D, Bernardes SR et al. Short implants – An analysis of longitudinal studies. Int. J Oral Maxilofac Implants 2006; vol.21:86-93.
3. Maló P, Rangert B, Nobre M. All-on-4 immediate-funcion concept with Branemark System implants for completely edentulous maxilae: a 1-year retrospective clinical study. Clin Implant Dent Relat Res 2005; vol.7 suppl 1: S88-94.

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