Guias em Implantodontia

Uso de guias para o planejamento, intervenção cirurgica e multiplas funções.

     Para se alcançar os objetivos desejados em um tratamento de Implantodontia é preciso planejar, para possibilitar a visualização do resultado final do projeto, mesmo antes de começá-lo.

      A exigência por resultados estéticos satisfatórios começou a se tornar uma rotina, tanto por pacientes como por profissionais também. Fazendo com que os Implantodontistas criassem dispositivos que os permitissem alcançar o melhor resultado possível. A avaliação do paciente começou a ser mais criteriosa já mesmo na anamnese e nos exames complementares, e exames de sangue e tomografias passaram a ter uma grande importância para o início do planejamento Implantológico.

      Contudo, a posição do implante continua sendo um fator determinante para o sucesso do tratamento reabilitador. Para se alcançar esse objetivo faz-se necessário a visualização do resultado final do trabalho a ser executado. Os especialistas em Implantodontia passaram a utilizar e até mesmo resgatar o enceramento de diagnóstico. A partir desses enceramentos conjuntamente com os exames radiográficos e tomográficos, o Implantodontista começa a definir onde e quantos implantes serão instalados. O guia cirúrgico possibilita essa continuidade entre a restauração planejada pelo enceramento de diagnóstico e as fases cirúrgicas, e além de orientar a instalação dos implantes pode também auxiliar manobras regenerativas, bem como auxiliar nas tomadas radiográficas e tomográficas dos casos.

      Os guias cirúrgicos têm por objetivo:

  1. Permitir ao profissional uma prévia visualização da posição ideal do implante de tal forma que o profissional possa prever a direção de emergência da prótese, bem como a angulação para melhor distribuição da carga.
  2. Orientar o profissional no ato cirúrgico durante as perfurações ósseas e subseqüente instalação dos implantes.
  3. Em caso da topografia óssea, não permitir a instalação dos implantes nas posições pré-determinadas: o guia cirúrgico deve auxiliar na tomada de decisão do Implantodontista da necessidade de enxertos ósseos ou dos novos locais a serem instalados os implantes.

  

      O guia cirúrgico em muitas situações pode ser utilizado como guia radiográfico ou tomográfico. O guia cirúrgico pode também ser utilizado como mecanismo de transferência da posição dos implantes para subseqüente confecção da prótese. Este dispositivo permite a execução de trabalhos precisos, como a carga imediata e os implantes zigomáticos. 

      Tipos de guias em Implantodontia.

  1. Guias pré-cirúrgicos: dispositivos que auxiliam no planejamento prévio do ato em si.
  2. Guias pré-radiográficos: dispositivos que durante a etapa do diagnóstico, permitem fazer uma análise da área cirúrgica viabilizando o planejamento protético quanto à posição, ao número e às características do implante a ser instalado, confrontados com os achados radiográficos.
  3. Guias pré-tomográficos: dispositivos tais quais os pré-radiográficos, que, porém, são utilizados em tomadas tomográficas que nos fornecem mais detalhadamente uma visão da dimensão das estruturas anatômicas. Devido a fidelidade obtida nesses exames, algumas características diferentes nesses guias podem ser observadas.
  4. Guias cirúrgicos convencionais: são os guias que surgem a partir da informação que os guias pré-radiográficos e tomográficos nos fornecem.

      Na maioria das vezes esses guias servem apenas para marcar o ponto de emergência do implante e não a angulação da trajetória do implante. (diferença da anatomia óssea com a posição escolhida no modelo, embora após os raios-x pode-se modificar essa trajetória).

  1. Guias cirúrgicos multifuncionais: esses guias além de auxiliarem na instalação dos implantes, após esta etapa, se tornam peças-chaves na seqüência do tratamento, normalmente utilizados nos casos de carga imediata.
  2. Guias cirúrgicos de alta precisão: são os guias que surgem a partir da informação de um protótipo e confeccionados sobre estes biomodelos.
  3. Guias cirúrgicos computadorizados prototipados: são guias confecionados a partir de um planejamento virtual, realizado em um programa de manipulação de imagens, e posteriormente produzidos por prototipagem.

      As atuais cirurgias guiadas, nada mais são do que uma evolução dos guias tradicionais aliados aos dados obtidos pelas tomografias e a subseqüente manipulação desses dados nos programas computadorizados específicos, tanto para obtenção de um biomodelo como de um guia prototipado. 
 

REFERÊNCIA

Nigro F., Martins André  LF, Guias em Implantodontia. In: Frederico N. Planejamento Virtual em Implantodontia. São Paulo: Santos, 2009;03-12. 

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