Áreas doadoras intrabucais

Enxertos ósseos autógenos intrabucais em Implantodontia

Monografia apresentada ao Departamento de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, para obtenção do Título de Especialista pelo Curso de Pós-Graduação em Implantodontia. São Paulo 2007

Autora: Miriam Costa
Orientador: Prof. Dr. Rafael Andrade Moscatiello
Co-orientadores: Profª. Dalva Maria Rocha, Prof. Daldy Endo Marques

A reabilitação por meio de implantes osseointegrados da maxila severamente reabsorvida é, sem dúvida, um dos grandes desafios da Implantodontia atual. É difícil adquirir resultados consistentes no enxerto, geralmente porque são usadas técnicas similares, independentemente da condição existente do paciente. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo. O dentista pode avaliar a condição existente e alterar a técnica de enxerto. O tratamento dos defeitos ósseos é um desafio clínico. Mesmo que os enxertos tenham propriedades osseocondutoras, osseoindutoras e osteogênicas, seu uso e sua previsibilidade são limitados devido às dificuldades de obtenção de quantidade, forma e tamanho adequados, assim, há a necessidade do emprego de materiais que apresentem as propriedades desejadas de crescimento e reparação óssea. Vários experimentos têm investigado muitos aspectos da incorporação dos enxertos autógenos e xenógenos na otimização da longevidade e do volume dos levantamentos de assoalho de seios maxilares. Osso autógeno tem sempre sido considerado o “Gold Standard”, pelo seu potencial de osseocondutividade, compatibilidade e resultados terapêuticos efetivos. Objetivos: Correlacionar o enxerto de osso autógeno com a longevidade dos implantes inseridos em áreas enxertadas. Estabelecer porque o osso autógeno é considerado o “Gold Standard” dos enxertos. Conclusões: A partir de uma minuciosa revisão de literatura, conclui-se que implantes osseointegrados inseridos em sítios receptores que receberam enxertos ósseos autógenos previamente a instalação desses implantes apresentam uma taxa de longevidade alta, sendo assim um método seguro e com alta previsibilidade. O osso autógeno se apresenta como o “Gold Standard” entre os materiais de enxertos ósseos, devido suas propriedades e a alta previsibilidade quanto a sua integração. Entretanto, não se pode deixar de citar que um volume considerável de novas pesquisas vem sendo desenvolvidas com o intuito de se desenvolver materiais alternativos aplicáveis a enxertos que em determinadas situações, sempre suportadas por uma análise criteriosa do especialista, apresentam resultados com nível de qualidade e longevidade muito satisfatórios e com a grande vantagem de não apresentarem morbidade alguma.

Voltar para Implantodontia.Blog.Br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *