Aplicação dos enxertos homógenos em Implantodontia

Fernanda Rodrigues

Com o uso dos implantes osseointegrados, a reabilitação oral ganhou novas possibilidades e perspectivas. Os implantes inicialmente eram instalados em áreas que possuíssem remanescente ósseo suficiente. Com o passar do tempo, várias técnicas se desenvolveram visando reconstruir áreas de atrofia óssea para posterior instalação dos implantes, seja no sentido vertical (levantamento de seio maxilar, enxertos aposicionais, distração osteogênica) ou horizontal (enxerto em bloco ou particulados). Os materiais utilizados também variam: osso autógeno, homógeno, xenógeno e materiais aloplásticos. O osso autógeno é considerado o padrão ideal que permite comparar as demais técnicas. Porém, tem como grande inconveniente a morbidade gerada por um segundo sítio cirúrgico, muitas vezes mais doloroso que a área receptora. Dessa forma, várias pesquisas têm sido desenvolvidas buscando um substituto viável de custo razoável e com qualidade e confiabilidade semelhante ao osso autógeno¹.

      A utilização dos enxertos de osso homógeno fresco congelado nos rebordos maxilares provenientes de banco de ossos para posterior reabilitação com implantes ainda requer maiores estudos, porém, os resultados de alguns trabalhos mostraram ausência de processo infeccioso durante a reparação, baixa reabsorção do enxerto, volume ósseo adequado e boa densidade permitindo estabilidade primária dos implantes e sucesso quando submetidos à carga funcional². 

Objetivos

      O objetivo deste trabalho é mostrar a utilização dos enxertos homógenos na implantodontia, apontando alguns aspectos positivos no seu uso, como a baixa prevalência de transmissão de doenças através do transplante de osso fresco, uma vez considerado o grande número de procedimentos realizados atualmente. Outros fatores de interesse citados são os métodos de coleta, armazenamento e preparo do enxerto proveniente dos bancos de ossos como a criopreservação a ultrabaixa temperatura que reduz a imunogenicidade do enxerto, não existindo a necessidade de imunossupressão³ 

Conclusão

      Mesmo sabendo que ainda faltam maiores estudos sobre a utilização dos enxertos homógenos na implantodontia, podemos afirmar que a utilização de osso humano fresco congelado é uma alternativa viável para reconstrução dos rebordos atróficos e enxertos nos seios maxilares, diminuindo a morbidade e riscos inerentes aos procedimentos autógenos, além de apresentarem capacidade de remodelação, incorporação e qualidade que permitem resistir às cargas funcionais quando da instalação de implantes osseointegrados°

  
 

Referências bibliográficas

  1. Benetton AA, Borges LFA, Marques C. Reconstrução de maxila atrófica com osso homólogo fresco e congelado e reabilitação protética com implantes com carga imediata.     Revista Implant News 2007;4(5):529-34. 
  2. Swartz-Arard D, Levin L. Intraoral autogenous block onlay bone grafting for extensive reconstruction of atrofhic maxillary alveolar ridges. J Periodontol 2005;7(4):636-41.
  3. Weyts FA, Bos PK, Dinjens WN, van Doom WJ, van Biezen FC, Weinans H et al. Living cells in 1 of 2 frozen femoral heads. Acta Orthp Scand. 2003;74(6):661-4 

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