Enxerto autógeno e PRP

Enxerto de osso autógeno com e sem plasma rico em plaquetas

Monografia apresentada ao Departamento de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, para obtenção do Título de Especialista pelo Curso de Pós-Graduação em Implantodontia. São Paulo 2007.

Autora: Nerli Maria Juliano
Orientador: Prof. Dr. Rafael Andrade Moscatiello
Co-orientadores: Profa. Dra. Vitoria Aparecida Muglia Moscatiello; Profa. Dalva Maria Rocha

Resumo: Pesquisas com a finalidade de desenvolver materiais que promovam a indução de fatores de crescimento, que estimulem as células indiferenciadas a se transformem em osteoblastos, vêm sendo realizadas nos últimos tempos. Dentre os materiais propostos para essa substituição, é possível destacar o osso autógeno e, os fatores de crescimento autógenos em particular, o plasma rico em plaquetas, que ampliou o espectro terapêutico da reabilitação protética e cirúrgica odontológica na última década. Durante o processo de osseointegração do implante, uma seqüência bem coordenada de eventos celulares e moleculares, ocorre promovendo a cicatrização. Para se conseguir a regeneração óssea, torna-se necessário promover, a ativação e a liberação dos fatores de crescimento associados ao enxerto, para que estimulem a cicatrização e a reparação tecidual. Sua utilização produz melhora no contato da superfície osso-implante e também no índice de regeneração óssea. Objetivos: Correlacionar o enxerto de osso autógeno com o plasma rico em plaquetas. Evidenciar a efetividade do plasma rico em plaquetas para os enxertos autógenos. Conclusões: Vários experimentos têm investigado muitos aspectos da incorporação dos enxertos autógenos que sempre têm sido considerado o Gold Standard, pelo seu potencial de osseocondutividade, além de ser osteogênico e osseoindutor e por apresentar compatibilidade e resultados terapêuticos efetivos. O enxerto ósseo autógeno é, portanto considerado a melhor opção de material para qualquer procedimento de regeneração. Para auxiliar nesse processo é possível estabelecer a união do osso autógeno e o plasma rico em plaquetas, na forma de um gel de plaquetas, que funciona como um veículo para o adequado posicionamento do enxerto. O plasma rico em plaquetas se evidenciou como material de enxerto ósseo devido sua capacidade regenerativa. Mostrou-se eficiente nas cirurgias reconstrutivas, principalmente quando associado aos enxertos ósseos autógenos. Sua utilização produz melhora no contato da superfície osso-implante e também no índice de regeneração óssea, além de viabilizar o aumento do número de plaquetas em um determinado local, com o objetivo de elevar a concentração de fatores de crescimento, os quais se constituem em um grupo de mediadores biológicos que regulam eventos celulares importantes da reparação tecidual. Sua estratégia terapêutica, portanto fundamenta-se na modulação e aceleração dos processos cicatriciais, através desses fatores contidos nas plaquetas, que são os iniciadores universais de quase todo o processo de reparação.

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Uma ideia sobre “Enxerto autógeno e PRP

  1. ola, acho muito interessante seu trabalho sobre PRP, é também um dos temas de minha monografia, pois estou cursando especialização na FMU, e estou trabalhando enxerto autogeno, há 15 dias fiz uma cirurgia em meu joelho e foi usado PRP, é outro motivo que estou pesquisando o assunto

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