Distração osteogênica

Distração osteogênica em Implantodontia

Monografia apresentada ao Departamento de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, para obtenção do Título de Especialista pelo Curso de Pós-Graduação em Implantodontia. São Paulo 2007

Autora: Nélida Guinami Franco
Orientador: Profª. Dalva Maria Rocha
Co-orientadores: Prof. Dr. Rafael Andrade Moscatiello, Prof. Daldy Endo Marques

A osteodistração foi utilizada inicialmente no final de 1880, mas Codivilla em 1905, na Itália, foi o primeiro a descrever a técnica da distração osteogênica para alongamento dos membros inferiores. A técnica, na época, não teve grande aceitação clínica devido à morbidade associada ao tratamento, onde as forcas de tração no osso eram mantidas através da pele, ocasionando edema, necrose cutânea, infecção ao redor dos parafusos de fixação e imprevisibilidade da ossificação da zona expandida. Em 1951, Ilizarov lançou as bases da distração osteogênica quando ao tratar um coto de amputação em um paciente, realizou osteotomia e aplicou um fixador externo com a finalidade de alongar este coto, pretendendo inserir um enxerto ósseo. Entretanto, ele observou que o osso crescia no defeito da distração, evitando a necessidade de enxerto ósseo. Estabeleceu-se assim o Método Ilizarov, extremamente versátil, e minimamente invasivo usado no tratamento de fraturas, não uniões, osteomielite, deformidades, perda óssea e anormalidades congênitas. As reabsorções ósseas alveolares, no sextante posterior da mandíbula, estão entre os problemas de resolução mais difíceis para a cirurgia Bucomaxilofacial e para a Implantodontia. A distração óssea alveolar é, portanto considerada uma técnica para restaurar defeitos verticais em rebordo alveolar edêntulo. Embora a primeira publicação na área odontológica tenha sido realizada em 1973, só na década de 90 o método da distração osteogênica tornou-se mais popular. Desde então, vários autores realizaram estudos experimentais e aplicaram esta técnica clinicamente com a intenção de melhorar os resultados das cirurgias convencionais e ortopédicas para o tratamento das deformidades dentofaciais severas. Esta técnica está fundamentada em sólidos princípios biológicos e biomecânicos, amplamente estudados. Objetivos: Estabelecer em que casos a distração osteogênica deve ser realizada. Definir quais as regiões mais adequadas a essa técnica. Conclusão: A distração osteogênica deve ser realizada nos casos onde existe a diminuição óssea vertical e horizontal, em maxila e mandíbula atróficas. Embora o método de distração osteogênica possa potencialmente ser aplicado em qualquer processo alveolar, o procedimento de distração alveolar tem maiores validades para os segmentos maxilares anteriores e eventualmente para segmentos mandibulares anteriores. No segmento posterior de mandíbula reabsorvida, existe o risco de lesão do nervo alveolar inferior devido à dificuldade técnica e risco de perda do segmento transportado devido ao baixo suprimento sanguíneo.

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4 ideias sobre “Distração osteogênica

  1. Olá Nelida, correndo pelo google encontrei seu nome, acredito que vc possa ser uma pessoa eu conheci em Araçatuba a algum tempo.
    Procede ? Vc por acaso morou em Dourados?
    De qualquer forma, parabens pelo trabalho.
    MS

  2. ola, estou cursando especialização em implantes na FMU, meu tema de monografia é sobre enxertos autógenos, achei muito interessante seu trabalho, também porque faz 15 dias que operei meu joelho e foi feito PRP, estou lendo tudo que encontro a respeito, parabens

  3. Ola Ana Lucia, obrigada! Essa pesquisa me deu muito prazer em fazer e a cada artigo encontrado mais curiosa e interessada eu ficava, foi um alimento muito bom p mim durante meses. É um assunto relativamente novo mas de muita credibilidade. Quero saber como está o andamento da sua pesquisa, um assunto extremamente interessante e que na prática é adoravel de realizar. Como está seu joelho??..um abraço e SUCESSO!!

  4. Olá Milton,,,
    SIM você está certo, morei em Araçatuba e sou de Dourados.Será que estudamos juntos em Araçatuba??..Obrigada pelo elogio ao meu trabalho, agora quero saber o que vc anda fazendo, dê noticias,,,um abraço. Nélida.

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