Controle da Infecção em Implantodontia

Maria Claudia

O conceito de biossegurança e sua respectiva aplicação têm como objetivo principal dotar os profissionais e as instituições de ferramentas que visem desenvolver as atividades com grau de segurança adequado seja para o profissional de saúde, seja para o meio ambiente ou para a comunidade (1).                                                                                                    
A despeito do tremendo benefício dos implantes dentais, todos estes dispositivos utilizados na Implantodontia, apresentam um risco de infecção que representam uma causa da perda da osseointegração e de problemas de infecção do leito ósseo implantado, ou seja, abscesso endósseo ou osteomielite. O conceito recentemente prevalente é o de se adotar precauções universais (PU), também conhecidas como precauções padrão (PP), o que significa que tomaremos cuidados de biossegurança iguais com todos os pacientes, considerando que todos podem oferecer riscos de transmissão quer saibam ou não disto(2).
As normas sugeridas pelo Manual de Conduta do Ministério da Saúde são: cuidados com o ambiente e superfície de trabalho (limpeza, desinfecção e barreiras mecânicas de proteção); cuidados com o profissional e sua equipe de trabalho (imunizações, lavagem e secagem das mãos e uso do EPI como: avental comprido de manga longa e gola alta, óculos com proteção lateral, gorro, máscara e luvas descartáveis); cuidados com o paciente (bochecho com solução antisséptica, paramentos e particularidades nas diversas especialidades); cuidados com os materiais contaminados (desinfecção por imersão, lavagem manual e ultrassônica, embalagens e métodos de esterilização)(3).
 
Objetivo
Orientar e prevenir os profissionais da Implantodontia, quanto aos riscos de infecção possíveis de ocorrer em sua rotina de trabalho e principalmente aos seus pacientes.
 
Conclusão
            Mesmo sabendo que ainda faltam mais estudos sobre a biossegurança em Implantodontia, os profissionais devem obedecer a quatro princípios básicos, a saber: tomar medidas para proteger a sua saúde e a da sua equipe; evitar o contato com matéria orgânica; limitar a propagação de microorganismos; tornar seguro o uso de artigos, peças anatômicas e superfícies(4).
 
Referências Bibliográficas
 
   1.    Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de ciência, tecnologia e insumos estratégicos. Departamento de ciência e tecnologia. Classificação de risco dos agentes biológicos. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. 36p.
   2.    Guimarães Jr. J. Trabalhando com biossegurança. Implant News 2004;1(6):510-13.
   3.    Pinto KML, Paula CR. Protocolo de biossegurança no consultório odontológico: custo e tempo. Rev Biociências 2003;9(4):19-23.
   4.    Faraco FN, Sendyk WR. Biossegurança em odontologia. Rev Odontol Univ Santo Amaro 2005;10(1):10-8.

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