Bioestimulação

Osseointegração e bioestimulação com laser de baixa potência

Monografia apresentada ao Departamento de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, para obtenção do Título de Especialista pelo Curso de Pós-Graduação em Implantodontia. São Paulo 2007 

Orientadora: Prof.a Dalva Maria Rocha
Co-orientadores: Prof. Dr. Rafael Andrade Moscatiello, Prof. Daldy Endo Marques

Autora: Maria Cristina Vicentina Colasuonno Emendabili Souza Barros de Carvalhosa

 

Resumo: A revisão bibliográfica objeto desta monografia se volta para os estudos que apresentaram e que não resultaram em evidências clínicas quando da utilização do laser como agente bioestimulante, promotor de osseointegração. A utilização do laser representa uma forma de emissão intensa e concentrada de luz focal, cada vez mais utilizada nos diversos campos da ciência, incluindo várias especialidades médicas e odontológicas. Einstein, em sua pesquisa intitulada “Teoria Quantitativa da Emissão de Radiação”, descreveu o terceiro processo de integração da matéria, discorrendo sobre a emissão de radiação, antevendo assim a possibilidade teórica de surgimento de um novo tipo de luz. O primeiro oscilador gama, foi desenvolvido em 1955 por Gordon nos EUA, e em 1958, por Schawlow & Towers, que demonstraram a possibilidade de se construir o laser, assim como, de forma simultânea, fizeram os pesquisadores soviéticos Basov e Projorov, todos recebedores do prêmio Nobel de Física de 1964, por esta descoberta. O laser vem sendo amplamente utilizado na área da saúde, encontrando-se em franca evolução nos diversas especialidades odontológicas. Também na implantodontia se apresenta a utilização do laser, no que pese suas aplicações e seus efeitos não se encontrem bem documentados no campo da osseointegração e da bioestimulação com o laser de baixa potência, muito embora os trabalhos a respeito sejam escassos e recentes. Objetivo: Determinar a existência de efetividade, necessidade e conveniência no uso da radiação laser de baixa intensidade na reparação do tecido ósseo. Estabelecer pela revisão da literatura, os parâmetros de segurança quando do emprego do laser de baixa intensidade, no âmbito da bioestimulação, visando à reparação óssea. Conclusão: Concluí-se efetivo o uso do laser em baixa intensidade no âmbito cirúrgico da Odontologia, desde que observadas as normas de segurança quando de sua utilização, estando indicado o emprego do laser frente as variáveis previamente analisadas, sendo discutível o seu uso, visando efeitos de bioestimulação na reparação óssea, por ausência de resultados reprodutíveis que apresentem confiabilidade metodológica. Não foi possível, pela análise comparativa dos dados, concluir pela existência de parâmetros que assegurem ser o uso do laser método terapêutico seguro quando da busca por osseointegração pós-implantar, necessitando-se de estudos mais aprofundados e conclusivos, que se utilize de uniformização metodológica, que possibilite a reprodutibilidade de resultados.

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